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- Benjamin R Barber
- Seu objetivo é uma sociedade de consumo formada por homens e mulheres consumidores.
- McWorld é uma América que se projeta em um futuro moldado por forças econômicas, tecnológicas e ecológicas que exigem integração e uniformização.
- É uma cultura reduzida ao estado de mercadoria, em que o hábito faz o monge, em que o look se transforma em uma espécie de ideologia, isto é, videologia, transfundida para a cultura por pseudoprodutos culturais - Filmes e Publicidade.
- O consumismo mundial faz rondar o perigo de uma sociedade na qual o consumo se transforma na única atividade humana e, portanto, naquilo que define a essência do indivíduo.
Necessidades dos consumidores são criadas pela promoção, condicionamento, publicidade e persuasão cultural . O alvo da nova economia dos serviços imateriais é a cabeça e o espirito.
Em menos de duas décadas o mundo acompanhou o salto da tecnologia analógica para a digital, viu a telefonia celular explodir e multiplicarem-se as maneiras de comunicação, com a possibilidade da interação entre redes de computador, além de um aumento exponencial na velocidade de transmissão de dados, sob qualquer plataforma – celular, rádio, satélite, fibra de vidro ou mesmo o fio de cobre. Em menos de dez anos, passaram-se dos 1,2 kilobytes do “modem” dos anos 80 para os 56 Kbytes dos anos 90 e, rapidamente, em menos de dez anos, chegaram-se às transmissões em megabytes – os dados passaram a trafegar nas redes de comunicação numa velocidade que saltou de mil para milhões de bytes.
Não se sabe qual (ou quais) tecnologia irá vencer na queda de braços da transmissão de dados que jogam a fibra ótica, o satélite e os celulares – todos, no limite, complementares, interligáveis e capazes de conviver em harmonia. Mas pode aparecer e vencer alguma outra tecnologia, ainda desconhecida. Enquanto isso, a digitalização já chegou às salas de cinema e a televisão digital é realidade, mesmo sem a conclusão sobre qual (ou quais) sistema digital irá vencer a batalha; o japonês (ISDB), o europeu (DVB), o americano (ATCS) ou o chinês, este último ainda em desenvolvimento, previsto para 2010.
A tecnologia do sistema digital muda de forma radical a comunicação tal qual é conhecida no começo do século 21. Ela é muito mais do que televisão. Como diz José Paulo Cavalcanti em texto inédito, “é ambiente de computação e comunicação multimídia, interativo, em rede, sobre o qual podem ser (e inevitavelmente serão) desenvolvidas aplicações que constituem um mercado mundial de centenas de bilhões de dólares. (...) Tão amplas são as possibilidades da televisão digital que, por exemplo, ela poderia resolver a questão das rádios e TVs comunitárias. Haveria freqüência para todos. Com as múltiplas implicações institucionais daí decorrentes”.
Ela carrega consigo a possibilidade de integrar num mesmo sistema de distribuição e recepção tanto a própria televisão, como a internet, filmes, telefonia de imagem e voz, redes de dados, tudo isso distribuído pela casa ou escritório para cada aparelho receptor: televisão de alta definição, telefone fixo ou celular, tela de cinema, computador, “palm”, rádio, rede interna com ou sem fio, microondas ou até geladeira, tudo regulado via internet... Cada canal de seus infindáveis canais vai permitir uma aplicação diferente.
Não é de estranhar, portanto, que tanto companhias de produtos eletrônicos quanto de telecomunicações desejem dominar este negócio de ponta a ponta – ou mesmo outras empresas que historicamente nada tenham a ver com tudo isso. A televisão digital instaura a famosa convergência na comunicação – todos os meios num único suporte de distribuição.
Em apenas dez anos, de 1990 a 2000, um “tsunami” tecnológico, movido pelo celular e pela internet, revolucionou a forma de as pessoas se comunicarem, banalizou a informação e o mundo passou rapidamente da escassez para a saturação da informação.