Circo Teatro Mídia e Poder

Espaço destinado às reflexões das aulas de Mídia e Poder do Prof. Dimas Künsch da Cásper Líbero. "Nossa cabeça é redonda para permitir ao pensamento mudar de direção" Francis Picabia

Circo Teatro Mídia e Poder

Espaço destinado às reflexões das aulas de Mídia e Poder do Prof. Dimas Künsch da Cásper Líbero. "Nossa cabeça é redonda para permitir ao pensamento mudar de direção" Francis Picabia
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Terra Blog

Arquivo de: Julho 2007

19.07.07

Saudades, Saudades!!!

Aprendizado


Aprendi sobre a vida
sobre pessoas, futuro e passado
sentimentos, coisas e lugares
daria pra escrever um livro

Aprendi sobre confiança
aprendi sobre mágoa
Não faças pelos outros
aquilo que não fariam por ti

Aprendi sobre amor
e sua nêmesis, o ódio
Ames com o coração
Odeies com a alma

Aprendi sobre vida e morte
Um ciclo além do que imaginam
A razão daqui, veio de tempos
E aqui escrevo minha futura existência

Aprendi sobre Luz e Trevas
eternamente existentes
Todos possuem o Bem e o Mal
uns escondem melhor, outros não

Aprendi sobre o supérfluo
Sobre merecimento
Não tentes fazer um cego ler
Apenas mostres tua alma
para os que de fato enxergam

Aprendi sobre culpa e pecado
sobre riscos e conseqüências
Se fores abraçar o Mal
Abrace-o consciente

Aprendi sobre crença
aprendi sobre esperança
a esperança nos impulsiona
a descrença nos enterra

Aprendi sobre limites
sobre influências
até onde alguém pode ir
na estrada de cada um

Aprendi muito e ainda tão pouco
anseio pelo minuto seguinte
tão longe do fim me encontro
tanto a caminhar e descobrir

Será que vale o que aprendi?
cada momento, uma provação
somente encontrarei a resposta
ao cessar da minha jornada

  • criado por  renataloock criado por renataloock
  • Postado em 12:51:12

18.07.07

2 Seminário.

O direito à ternura

Luis Carlos Restrepo.

Estamos acostumados a opinar sobre os grandes direitos públicos, aqueles que figuram em códigos e constituições, fazendo parte de discursos políticos e promessas eleitorais. Fala-se do direito ao emprego, do direito à habitação, do direito à educação. Como reivindicações sociais de transparência inquestionável. Mas parece suspeito e até ridículo falar daqueles direitos da vida cotidiana que permanecem confinados à esfera do íntimo, sem que ninguém ouse pronunciar seus nomes nas reuniões em que se debatem com grandiloqüência os problemas políticos da época. A esta categoria de direitos domésticos, relegados e vergonhosos, pertence o direito à ternura.
Esse dualismo: direito público e privado é muito interessante, pois ao separar uma esfera da outra, impedimos que a análise sobre o político e o social chegue até as parcelas protegidas, onde se aninha a ideologia. Com esta dicotomia asseguramos a impessoalidade de uma zona fundamental para a constituição dos sujeitos, ficando por isso mutilada a análise que possamos conseguir dos grandes acontecimentos políticos. Tudo é ordenado de tal forma que só o público apareça como fato relevante, fiando completamente separa da rede à qual se articula como acontecimento humano e cotidiano. O privado está por definição condenado ao esquecimento e ao anonimato. Relegada à esfera do privado, a ternura é obrigada a excluir-se do mundo do público, onde sua palavra parece não ter nenhuma validade.
A ternura só é reconhecida como parte do amor maternal ou na relação da criança com seu ursinho de pelúcia, quando o homem se atreve a falar do tema aparece o fantasma da efeminação. Na sexualidade também não tem cabimento: em vez de ser considerada como um ato de ternura é concebida como um ato de conquista. A ternura é um paradigma de convivência que deve ser adquirido no terreno do amoroso, do produtivo e do político, arrebatando palmo a palmo, territórios em que dominam há séculos os valores da vingança, da sujeição e da conquista. Ditames de nossa cultura proíbem ao homem falar da ternura ou abrir-se à linguagem da sensibilidade, pois sua educação lhe ensinou a mostrar dureza emocional e autoridade a toda prova.
Não conseguimos conceitualizar ainda o importantíssimo papel da afetividade, não só na vida cotidiana, mas também em dimensões onde até pouco ela era considerada um estorvo, como é o caso da pesquisa científica. A ciência nos fez crer que só podemos conhecer o outro o decompondo, e estendemos essa prática à vida afetiva e às nossas relações com o outro. Dessa forma, acabamos nos relacionando como se estivéssemos “mutilados”, sem incluir nosso lado afetivo e sem permitir que as pessoas nos conheçam “como um todo”.
Há alguns anos ainda acreditávamos que as máquinas poderiam substituir-nos nas tarefas fundamentais. Por isso era freqüente representar o futuro como uma sociedade robotizada. Este sonho terrível foi-se dissipando no horizonte científico e social, porque agora está claro, se o robô pode reproduzir certas funções e atividades humanas, ninguém conseguiu inventar um computador capaz de sentir, de comprometer-se com o entorno, de chorar ou de rir.
O que nos caracteriza e diferencia da inteligência artificial é a capacidade de emocionar-nos, de reconstruir o mundo e o conhecimento a partir dos laços afetivos. É a convivência interpessoal.
Nós, cidadãos ocidentais, sofremos uma terrível deformação, um pavoroso empobrecimento histórico que nos levou a um nível de jamais conhecido de analfabetismo afetivo.
O nosso analfabetismo afetivo dificulta a compreensão das raízes do nosso sofrimento e nos impede de encontrar chaves para melhorar nossa vida cotidiana. Indistintamente, ricos e pobres, iletrados e pós-graduados todos acabam enredados em suas relações afetivas que os dilaceram numa frustrante solidão.
Restrepo propõe um novo Homem, uma nova sociedade a partir de um sentimento genuinamente humano que é a ternura. O autor reafirma a necessidade da formação de um Homo-fraternalis, talvez uma nova espécie voltada para a paz, harmonia com o meio ambiente e gerador de uma sociedade pautada em valores mais verdadeiros e transformadores, capaz de produzir um corpo saudável a partir das experiências do sentir, e da pratica das emoções como propulsora de saúde e bem estar pessoal e comunitário. Talvez estejamos na transição entre a sociedade de mercado para a sociedade do afeto. Mas pelo que o ser humano apresenta no momento, a fase de transição ainda vai durar muitos e muitos séculos.
Cabe a nós, antecipar e concretizar essa etapa.

  • criado por  renataloock criado por renataloock
  • Postado em 16:55:07

12.07.07

Pepsi X Coca Cola

O mercado de refrigerantes vive mais uma batalha na guerra das "colas".

A Pepsi entrou no Conar, Conselho que regulamenta as normas éticas da propaganda, para protestar contra publicidade enganosa da concorrente Coca-Cola.

A crítica é direcionada aos produtos Aquarius Lemon e Orange, considerados pela fabricante como a própria água da empresa e lançados há poucos meses.



A Pepsi se baseou em um dos principais especialistas do país no assunto, João Carlos Marin, para alegar que, pela lei, os produtos são preparos líquidos e, portanto, não podem ser anunciados e comercializados como água. A informação é do jornal O Globo. A campanha de lançamento da Aquarius foi desenvolvida pelas agências NBS, responsável pela Criação, e Ogilvy, atuante no planejamento de mídia.

Há alguns anos, a "guerra" entre as duas vem ganhando notoriedade. Desde a campanha mundial da Pepsi, em 2004, em que as cantoras Britney Spears, Pink e Beyoncé Knowles cantam o hit "We Will Rock You", da banda inglesa Queen, elas disputam o mercado dos jovens consumidores. Na esteira, vieram várias novidades de ambas as empresas, sempre acompanhadas de perto. Enquanto a Coca anunciava latas de refrigerantes com menor quantidade de bebida a um preço reduzido, a Pepsi rebatia quase que simultaneamente com o lançamento do produto "X", misto de energético e cola a fim de fisgar adolescentes.

  • criado por  renataloock criado por renataloock
  • Postado em 18:15:48

06.07.07

Televisão

 

Palavras de Oscar Wilde: "A única coisa necessária é o supérfluo."

Isto justifica, então, que notícia é aquela que vende jornal ou dá audiência, como vemos nos jornais e noticiário de hoje em dia - porque são notícias que atraem a "necessidade do povo". Será mesmo que o supérfluo é a única coisa "necessária"? Será isto culto a beleza? poder da mídia? inversão nos valores da sociedade?? Ou uma compreensível curiosidade humana??? Necessária ou não, eis que chegamos ao limite... Leia:



Apresentadora nos EUA rasga script em protesto contra Paris Hilton


Uma apresentadora de noticiário nos EUA, Mika Brzezinski, tentou queimar seu roteiro ao vivo na televisão em um protesto por ter sido obrigada a iniciar seu boletim com notícia sobre a socialite Paris Hilton.


- "Eu odeio isto e eu não acho que deveria ser nossa principal notícia", disse ela, antes de rasgar o roteiro e tentar atear fogo a ele. "Eu simplesmente não acredito na cobertura deste evento, pelo menos não como principal notícia no programa, quando nós temos um dia como hoje", afirmou.

Provocação

Durante todo o noticiário, Brzezinski se recusou a ler a notícia em seu roteiro, que acabou jogando na máquina de fragmentar papel.


Os co-apresentadores e produtores do programa continuaram a provocar Brzezinski ao exibir imagens de Paris Hilton deixando a prisão, enquanto ela punha as mãos na cabeça.

A versão editada de Brzezinski fazendo o seu protesto teve mais de 250 mil acessos no website YouTube.

Hilton, de 26 anos, disse no programa de entrevistas Larry King Live na emissora de televisão CNN que queria ajudar ex-presidiários, trabalhar para organizações beneficentes e que ir a festas não será mais a principal coisa de sua vida. 


Hilton qualificou seu período na prisão como "traumático"


E não é que nesta entrevista ela garante que aproveitou o momento para ler a Bíblia, conhecer-se melhor e escrever seus pensamentos!!!



  • criado por  renataloock criado por renataloock
  • Postado em 16:33:40

Jornal

  • criado por  renataloock criado por renataloock
  • Postado em 15:29:15